Projeto ECOS estrutura Diagnóstico Setorial para orientar desenvolvimento sustentável de data centers
Projeto ECOS estrutura Diagnóstico Setorial para orientar desenvolvimento sustentável de data centers
Projeto ECOS estrutura Diagnóstico Setorial para orientar o desenvolvimento sustentável de data centers no Brasil
Iniciativa da ABDI em parceria com o CPQD combina inteligência setorial, escuta do ecossistema e inovação aplicada para apoiar políticas públicas, investimentos e o fortalecimento da infraestrutura digital do país
Campinas, 13 de outubro de 2026 – Identificar e compreender os desafios, oportunidades e as reais prioridades do setor de data centers no Brasil, reunindo evidências capazes de subsidiar políticas públicas, estratégias de atração de investimentos, planejamento territorial e ações para o fortalecimento da infraestrutura digital do país. Esse é o foco do Diagnóstico Setorial de Data Centers no Brasil, que vem sendo elaborado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em parceria com o CPQD, como parte estruturante do Projeto ECOS – Data Centers Sustentáveis.
Com duração de 24 meses, o Projeto ECOS é uma iniciativa voltada à construção de conhecimento estratégico e à articulação de capacidades para o desenvolvimento sustentável, competitivo e soberano do setor de data centers no Brasil. Para isso, o projeto atua em duas dimensões complementares: a produção de inteligência setorial, por meio do Diagnóstico Setorial de Data Centers no Brasil, e uma jornada de inovação aplicada, voltada à conexão de desafios reais do setor com soluções tecnológicas que possam ser validadas em ambientes operacionais.
O Diagnóstico Setorial tem o objetivo de consolidar uma visão integrada e territorializada do setor. Sua metodologia combina levantamento de dados nacionais e internacionais, entrevistas com atores estratégicos, consultas estruturadas ao ecossistema, workshops temáticos, análises técnicas e territoriais e integração das evidências produzidas ao longo do estudo. As análises abrangem oito dimensões complementares: panorama nacional e internacional; diagnóstico territorial; cadeia produtiva e adensamento industrial; energia, sustentabilidade e infraestrutura; regulação e tributação; capital humano e ecossistema de inovação; soberania digital, além de impactos, cenários e recomendações estratégicas.
Como parte da metodologia do Diagnóstico Setorial, o Projeto ECOS realizou em setembro, em Campinas (SP) – durante o evento Campinas Innovation Week -, um workshop estratégico estruturado como espaço de diálogo construtivo e escuta qualificada, reunindo percepções de atores do ecossistema de inovação e infraestrutura digital sobre os fatores que condicionam o desenvolvimento do setor no país. As contribuições serão integradas às entrevistas técnicas, levantamentos de mercado e outras atividades programadas pela metodologia.
Os resultados do diagnóstico incluem, entre outros, a Matriz de Atratividade Territorial, avaliações de impactos econômicos, sociais, ambientais e tecnológicos, cenários prospectivos para 2026–2035 e um roadmap estratégico para o setor. Esses instrumentos deverão apoiar decisões públicas e privadas relacionadas a investimentos, infraestrutura, desenvolvimento regional, sustentabilidade, competitividade e capacidades nacionais.
Desenvolvimento, segurança e soberania
O Projeto ECOS analisa a infraestrutura de data centers como parte de uma agenda mais ampla de desenvolvimento industrial e transformação digital. A abordagem considera não só as condições técnicas e econômicas para novos investimentos, mas também seus efeitos sobre desenvolvimento regional, geração de empregos qualificados, fornecedores nacionais, capacidade tecnológica, segurança da infraestrutura digital e soberania.
A análise territorial deverá identificar regiões com maior prontidão para receber investimentos e localidades que dependem de investimentos estruturantes em energia, transmissão, conectividade, recursos hídricos, qualificação profissional, licenciamento ou outros fatores de competitividade. A intenção é gerar subsídios para decisões capazes de conciliar atração de capital, sustentabilidade, resiliência e adensamento produtivo.
Olavo Noleto, presidente da ABDI, destaca que o setor de data centers ocupa posição estratégica na agenda de desenvolvimento produtivo e tecnológico do país. “A missão da ABDI é contribuir para a transformação da indústria brasileira, fortalecer capacidades nacionais e apoiar a construção de uma economia mais inovadora, competitiva e sustentável. Os data centers são uma infraestrutura essencial para essa agenda, porque sustentam a expansão da Inteligência Artificial, da computação em nuvem e da economia digital. Com o Projeto ECOS, buscamos gerar inteligência, fortalecer a cadeia produtiva nacional e criar condições para que o crescimento desse setor se converta em desenvolvimento industrial, inovação e soberania para o Brasil”, afirma.
Além do Diagnóstico Setorial, o Projeto ECOS também prevê uma jornada de inovação aberta que conecta empresas de data centers, startups e ambientes de validação. Os desafios tecnológicos serão definidos a partir de necessidades reais do setor, orientando a seleção, o amadurecimento e a validação de soluções em condições operacionais.
Entre as tecnologias que poderão ser utilizadas nessa fase, destacam-se IA, sistemas de armazenamento de energia (BESS), de monitoramento, automação e outras soluções voltadas à eficiência energética, gestão térmica, redução do consumo de água, integração de energias renováveis, confiabilidade e descarbonização. Os pilotos deverão gerar evidências técnicas e operacionais sobre desempenho, confiabilidade e sustentabilidade.
“Com essa jornada, o projeto busca desenvolver modelos e soluções nacionais para o setor, alinhando o avanço tecnológico às metas ESG e posicionando o Brasil como referência na próxima geração de data centers sustentáveis e inteligentes”, conclui Sebastião Sahão Junior, presidente do CPQD.
Sobre o CPQD
Com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação, o CPQD mantém um portfólio abrangente de soluções que são utilizadas nos mais diversos segmentos de mercado, no Brasil e no exterior, e aceleram a geração de valor no processo de transformação digital contribuindo para a excelência operacional das organizações, a transformação da experiência dos usuários, a reinvenção de modelos de negócios, a segurança e conformidade e a criação de novos produtos. Referência tecnológica no país, o CPQD integra o ecossistema de inovação aberta que vem alavancando o empreendedorismo, por meio de sua notória competência em Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Conectividade, Blockchain e Mobilidade Elétrica.
O CPQD é uma organização privada, com 48 anos, que entrega serviços e desenvolve tecnologias de produtos e de sistemas de missão crítica aderentes às necessidades complexas do mercado. Esses são resultados do seu programa de P,D&I, que é a base para inovação em seus temas estratégicos no futuro das cidades inteligentes, do agronegócio inteligente e da manufatura avançada. O CPQD atua em toda a jornada de inovação – da ideia à implementação – e é apaixonado pela tecnologia que gera o desenvolvimento, o progresso e promove o bem-estar da sociedade.
Sobre a Unimed Campinas
Compromisso com a saúde é o negócio da Unimed Campinas, a maior Unimed do interior do Brasil, que soma mais de meio século de mercado. O cuidado com o todo está no DNA da Cooperativa, que atualmente possui mais de 3.600 médicos cooperados e uma ampla rede de clínicas, hospitais e laboratórios credenciados, além dos serviços próprios, que são referência na região.
A Unimed Campinas é comprometida com a qualidade de vida de mais de 750 mil pessoas em atendimento, cuidando também da comunidade. Além de toda essa estrutura, a Cooperativa é patrocinadora de diversos projetos sociais e ambientais, promovendo cuidado integral com o meio ambiente e oferecendo oportunidades de acesso ao esporte, trabalho e cultura a comunidades da Região Metropolitana de Campinas. A confiança estabelecida com seus beneficiários e a solidez alcançada em 55 anos de mercado garantem à Unimed Campinas mais de 70% do marketshare da região.
