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ABCD: Fintechs individualizam consumidores e empresas ao conceder crédito

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O modelo de concessão de empréstimo e financiamento considera as características individuais para que o tomador de crédito pague os juros mais justos para seu perfil

São Paulo, 16 de agosto de 2019 – A avaliação da capacidade de pagamento é o primeiro passo no processo de concessão de crédito. Por meio dela, o tomador, seja consumidor ou empresa, tem sua vida financeira verificada pelas instituições. O objetivo é obter informações para que se possa chegar a uma conclusão sobre oferecer crédito ou não e em quais condições – destaque para os juros, que podem ser mais altos ou mais baixos. Quanto mais precisa essa análise, o que só pode ocorrer por meio da individualização, mais justo o processo, incluindo a decisão de conceder empréstimo ou financiamento, e, em caso de concessão, a taxa de juros definida na operação.

As fintechs têm como prática individualizar consumidores e empresas que desejam contratar crédito. De acordo com o presidente da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital), Rafael Pereira, há duas etapas de avaliação para que o trabalho seja bem-sucedido. Na primeira, o perfil do cliente é considerado, ou seja, quem é a pessoa ou a empresa em termos financeiros, o que envolve, no caso da pessoa física, informações como idade, profissão e histórico de pagamentos.

Na segunda etapa, as fintechs desejam descobrir o propósito do empréstimo. A operação será contratada pelo interessado para quê? No financiamento, essa resposta é mais fácil de ser obtida, já que o consumidor costuma utilizar o dinheiro para financiar carro ou imóvel. No empréstimo, os motivos variam bastante. Há quem tenha um propósito construtivo, como o pagamento de uma pós-graduação, porque pretende no futuro ganhar mais no seu emprego. Também há quem recorra ao empréstimo para continuar consumindo de forma errada, sem planejamento, mergulhando assim em uma espiral de dívida sem fim.

A avaliação de crédito busca entender essas particularidades, o que só é possível com o cruzamento das informações obtidas nas duas etapas descritas. “Se o consumidor está no cheque especial ou no rotativo do cartão, informação essa colhida na primeira etapa, e está pegando mais empréstimo para viajar, intenção descoberta na segunda etapa, está claro que ele vai se enrolar mais”, diz Pereira. “Mas se está nessa mesma situação pretende contratar empréstimo para consolidar isso tudo e pagar o débito com taxa menor, aí temos outra situação completamente diferente”, complementa.

Ainda de acordo com Pereira, a mudança na legislação do Cadastro Positivo contribuirá com a avaliação de crédito. “Os bancos detêm o monopólio da informação financeira dos seus correntistas. No novo CP, as informações creditícias estarão disponíveis para todos e poderão ser consultadas pelas fintechs, que terão mais insumos para fazer a análise do perfil do cliente”, afirma.

Nesse modelo do CP, que inclui automaticamente as pessoas físicas e jurídicas, o histórico de pagamentos poderá ser usado por cada consumidor e empresa para obter crédito em condições vantajosas – a juros menores. Ainda que o consumidor ou a empresa tenha atrasado alguma conta, poderá mostrar para o mercado que todas as outras foram e estão sendo pagas.

Sobre a ABCD

A ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital) é uma associação sem fins lucrativos de âmbito nacional formada por fintechs que oferecem produtos e serviços financeiros. Em franco crescimento no Brasil e no mundo, as fintechs estão mudando a dinâmica do mercado de crédito. São três os objetivos principais da ABCD: busca de maior eficiência no ciclo de crédito, fomento de iniciativas que propiciem o desenvolvimento do mercado de crédito digital no qual as fintechs associadas atuam e criação de relacionamento institucional consistente com os reguladores e demais agentes do ecossistema do crédito.

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