Bioeconomia

Com US$ 400 milhões em investimentos, bioeconomia abre portas para inovação

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Com potencial de atrair US$ 400 milhões em investimentos nos próximos 20 anos no Brasil, bioeconomia abre portas para inovação e sustentabilidade

Tema foi o foco do Fórum e Prêmio Brasil Bioeconomia, cuja segunda edição ocorreu na última quinta-feira, em São Paulo

São Paulo, 12 de agosto de 2019: Uma realidade que movimenta mais de US$ 2 trilhões globalmente e que pode atrair um investimento para o Brasil na ordem de US$ 400 milhões nos próximos 20 anos, além de gerar 217 mil postos de trabalho qualificados e a instalação de 120 biorefinarias no mesmo período, a bioeconomia cresce cada vez mais no país e já pode ser observada nos mais inovadores avanços da biotecnologia e microbiologia, hoje aplicados a diversos processos industriais para produzir mais utilizando menos recursos. 

Os dados foram divulgados durante o Fórum e o Prêmio Brasil Bioeconomia 2019, promovidos pela Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), na última quinta-feira, em São Paulo. Na ocasião, representantes da indústria, governo, investidores, academia e sociedade civil discutiram como fomentar inovação, criar parcerias e amadurecer ideias sobre o papel desempenhado pela biologia molecular, engenharia metabólica, biodiversidade e as biorrefinarias no desenvolvimento de uma próxima onda de progresso para o Brasil. 

Durante o evento, os presentes conheceram várias iniciativas que já estão revolucionando a indústria. Entre elas, uma super levedura com altos rendimentos de fermentação, uma alteração na quantidade de mexilhões fêmeas que permite um controle eficaz de populações invasoras em reservatórios e instalações elétricas, substituindo o controle químico e gerando ganho de US$ 120 milhões por ano para o setor, além de uma cana-de-açúcar geneticamente modificada e mais adequada ao processamento industrial, mais fácil de ser digerida e com maior valor nutricional para os animais ruminantes. 

Na área da beleza, um tratamento capilar com recarga de proteína dirigida especificamente para a área danificada dos cabelos e tintura e alisamento à base de resíduos também chamaram a atenção, assim como o uso de uma substância da madeira que permite a diminuição de produtos de origem fóssil.

De acordo com a ABBI, segundo dados globais do setor, a bioeconomia tem potencial para evitar a emissão de até 2,5 bilhões de toneladas de CO2 por ano, reduzir a importação de mais de 130 bilhões de litros de gasolina nos próximos 10 anos, além de substituir o uso de petroquímicos em 25% apenas na próxima década. 

Desde junho, a Frente Parlamentar Mista pela Inovação na Bioeconomia (FPBioeconomia), que conta com o suporte da Associação Brasileira de Bioinovação, discute estabelecer uma Estratégia Nacional de Políticas para a Bioeconomia com o objetivo de ampliar a aplicação do conceito no país. 

Durante o Fórum, o Prêmio Brasil Bioeconomia 2019 premiou as soluções inovadoras da Braskem, na categoria Empresas Âncoras; GlobalYeast, entre as Startups & Scale-ups; e Bio Bureau, na seção ideia. 

Empresas

Âncora

Start-ups

& Scale-ups

Ideia
Braskem – MEG Verde. GlobalYeast – XL4N: Levedura de alto desempenho para E1G. Biobureau – Controle Biotecnológico da Infestação do Mexilhão Dourado.

Sobre a ABBI

A Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI) é uma organização civil sem fins lucrativos, apartidária, e de abrangência nacional, que representa as empresas e instituições de diversos setores da economia que empregam ou desenvolvem processos e produtos que utilizam organismos vivos, modificados ou não, e seus derivados, em atividades de interesse econômico industrial. Fundada em abril de 2014 por líderes empresariais que acreditam que a biotecnologia industrial é o vetor mais promissor para desenvolvimento econômico e social do Brasil, a ABBI inspira-se na convicção de que o país detém hoje o maior potencial para tornar-se líder global da bioeconomia avançada.

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