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CPQD e Embrapa lançam iniciativa para pequenos e médios produtores rurais

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CPQD e Embrapa lançam iniciativa para a transformação digital de pequenos e médios produtores rurais

Baseada no conceito de inovação aberta, iniciativa SemeAr conta também com a parceria da FUNDECC e pretende envolver outros atores do agronegócio brasileiro

Campinas, 22 de setembro de 2020 – Acelerar a transformação digital do agronegócio brasileiro, por meio da implantação de projetos inovadores baseados em tecnologias digitais e nas demandas reais dos produtores rurais – especialmente os de pequeno e médio porte. Esse é o objetivo do SemeAr, uma iniciativa aberta e colaborativa que está sendo lançada pelo CPQD, Embrapa e FUNDECC – Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural (associada à Universidade Federal de Lavras), dentro do conceito de inovação aberta e com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e das Comunicações.

“A intenção é promover soluções abertas e interoperáveis, envolvendo atores de áreas diferentes da cadeia de negócios, que serão compartilhadas entre todos os que participam do projeto”, explica Alberto Paradisi, diretor do CPQD. “E a ideia é ter vários projetos dentro da iniciativa SemeAr, utilizando diversas tecnologias digitais em soluções voltadas a necessidades específicas dos produtores, visando alcançar maior eficiência de produção”, acrescenta.

Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, observa que existem no país diversas tecnologias e soluções desenvolvidas por empresas e agtechs (startups do setor agro) com foco na inovação e na transformação digital do agronegócio. “No entanto, muitas vezes o agricultor não consegue entender como a tecnologia pode ajudá-lo a agregar valor ao seu negócio”, afirma Silvia. “Por isso, é importante ouvir as necessidades do agricultor e, com ele, criar pilotos específicos para atender suas demandas”, enfatiza.

A iniciativa SemeAr está estruturada em três pilares: conectividade, aplicações inovadoras e difusão e mobilização. Esses pilares deverão orientar os projetos executados dentro da iniciativa, que serão financiados pelos envolvidos de formas variadas, utilizando recursos privados ou públicos. No caso da conectividade, a ideia é utilizar as tecnologias disponíveis comercialmente, levando em conta critérios econômicos (como investimentos e custos operacionais), disponibilidade de infraestrutura local, modelos de operação e de negócios e os requisitos das aplicações. “A escolha da tecnologia de conectividade vai depender de análise de cada caso e da realidade da região onde o projeto será implantado”, diz Paradisi.

Já as aplicações inovadoras, que terão foco na solução de problemas e demandas reais dos produtores, serão desenvolvidas em parceria com startups e pequenas e médias empresas de tecnologia, utilizando metodologias ágeis e recursos de colaboração. O objetivo é integrar as tecnologias digitais nos processos produtivos de forma rápida e simples, gerando impacto econômico efetivo no setor.

No pilar difusão tecnológica e mobilização, estão previstas as ações de capacitação e esclarecimento dos produtores sobre os benefícios da incorporação de tecnologias digitais ao seu negócio, bem como a disseminação de resultados positivos de projetos. Também faz parte desse pilar o alinhamento do SemeAr a outras iniciativas e projetos nessa área e, ainda, o incentivo ao engajamento no programa de atores relevantes para o setor, como cooperativas, grandes empresas fornecedoras de equipamentos e serviços, ecossistemas e programas de apoio ao empreendedorismo e inovação, agentes públicos, agentes financeiros e investidores, entre outros.

A implantação de projetos da iniciativa SemeAr terá como base o conceito de super fazenda digital, agrupando vários produtores em uma área geográfica em geral limitada a um município. Batizado de Distrito Agro Tecnológico (DAT), funciona como um núcleo para a interação com os produtores locais, tanto para o mapeamento de demandas e oportunidades como para o desenvolvimento e validação de pilotos. “A conectividade é um requisito necessário, e também um desafio, para a implantação do DAT”, ressalta Silvia Massruhá, que espera ter um ou dois núcleos desse tipo em operação até o final do ano.

Os primeiros acordos de cooperação técnica, para implantação dos primeiros DATs, estão em discussão nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com a identificação de microrregiões agropecuárias e articulação com representantes do setor produtivo.

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