Open Banking

Open Banking no Brasil pode ter implantação rápida, segura e de baixo custo

Share:

Open Banking no Brasil pode ter implantação rápida, segura e de baixo custo

Essas são conclusões da Prova de Conceito (PoC) realizada entre maio e setembro e que conectou instituições financeiras e fintechs de crédito 

Com previsão de implementação no segundo semestre de 2020 no país, o Open Banking pode ser efetivado de maneira barata, rápida e segura. É o que apontou a Prova de Conceito (PoC, do inglês Proof of Concept) realizada entre o final de maio e o início de setembro e que conectou fintechs de crédito a instituições financeiras para compartilhamento de dados cadastrais e financeiros.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital), entidade que reúne as fintechs de crédito, e a ABBC (Associação Brasileira de Bancos), que congrega mais de 80 pequenos e médios bancos, e contou com a participação de alguns membros das instituições financeiras, em especial os bancos Original e Pan, e as fintechs Geru e Guiabolso.

A PoC se inspirou no case do Reino Unido com adaptação à realidade brasileira. Seguiu à risca os padrões de segurança, sendo o processo de autenticação e consentimento, por parte do usuário, intuitivo, simples e fluido, o que impacta positivamente a experiência do cliente.

Entre os principais resultados pode-se destacar a perfeita integração entre as fintechs Geru e Guiabolso e os bancos Original e Pan para a concessão de crédito pessoa física e gestão financeira de múltiplas contas. Com poucas horas de desenvolvimento e baixa complexidade técnica foi implementado o acesso de cadastro e consulta de saldo e extrato, por meio de uma experiência instintiva e simples para o usuário.

O uso de middleware, software criado para viabilizar a conversão de APIs nativas dos fornecedores de informações para um formato único, além de facilitar a implementação pelos consumidores dos dados, descomplicou a conversão de APIs para o formato padronizado de integração. A solução foi criada de maneira a utilizar a linguagem de programação usada pela maioria dos bancos, o que agilizou o processo. O Modelo de Autorização utilizado, o OAuth2, também padrão da indústria, mostrou-se seguro e bem documentado, suportando plataformas web e mobile.

“A PoC comprovou que a implementação do modelo de Open Banking para o compartilhamento de dados financeiros para bancos ou fintechs no Brasil é segura, rápida e de baixo custo. Além disso, a experiência proporcionou muitos aprendizados, principalmente sobre a importância da disponibilização de um ambiente de testes  (sandbox) para facilitar a experimentação dos participantes e homologação para viabilizar a entrada segura no Open Banking”, afirma Rafael Pereira, presidente da Associação Brasileira de Crédito Digital.

“A experiência desmistificou o desafio técnico, ao viabilizar a possibilidade de conexão proporcionada pelas APIs abertas minimamente padronizadas, tangibilizando a real jornada e desafio para as nossas instituições. Nosso objetivo de disseminar e demonstrar as oportunidades de negócio foram claramente atendidas, gerando uma viabilidade para os associados acelerarem as discussões de estratégias de implementação. Além disso, realizamos um case que pode e deve servir de referência para o projeto de Open Banking coordenado pelo Bacen”, esclarece Cláudio Guimarães, diretor executivo da Associação Brasileira de Bancos.

O Banco Central anunciou no último dia 28 de novembro a consulta pública que trata da implementação do Sistema Financeiro Aberto (Open Banking), por parte de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Relacionados

LGPD, CPQD
LGPD é o foco de parceria entre CPQD e o escritório Pereira Neto|Macedo

Lei Geral de Proteção de Dados é o foco de parceria entre CPQD...

Bioeconomia
Com US$ 400 milhões em investimentos, bioeconomia abre portas para inovação

Com potencial de atrair US$ 400 milhões em investimentos nos próximos 20 anos...