Shield Security: ataques à cadeia de suprimentos expõem riscos de terceiros
Shield Security: ataques à cadeia de suprimentos expõem riscos de terceiros
Ataques à cadeia de suprimentos expõem riscos de terceiros
Shield Security alerta que o avanço dos ciberataques evidencia lacunas no controle de fornecedores, softwares e serviços externos e reforça a necessidade de maior visibilidade, monitoramento contínuo e governança
São Paulo, 19 de outubro de 2026 – O impacto desses incidentes vai além da segurança digital e pode comprometer a continuidade das operações. Dados do Global Cybersecurity Outlook 2026, do World Economic Forum, apontam que 65% das grandes empresas consideram as vulnerabilidades de terceiros e da cadeia de suprimentos seu principal desafio para alcançar resiliência cibernética, ante 54% no levantamento anterior.
“O problema está menos na quantidade de fornecedores e mais na dificuldade de compreender e acompanhar os riscos associados a cada elo da cadeia”, afirma Vitor Villani, CEO da Shield Security. Segundo ele, uma empresa pode ter controles internos robustos e, ainda assim, estar exposta por meio de um fornecedor com acesso a sistemas, dados ou processos críticos. Por isso, a avaliação da cadeia de suprimentos precisa deixar de ser uma atividade pontual de contratação e passar a fazer parte da gestão contínua de riscos.
Um dos principais gargalos está na avaliação dos terceiros. Muitas empresas fazem uma análise de cibersegurança durante a contratação, mas não verificam se a postura do fornecedor permanece adequada ao longo do relacionamento. A situação se torna mais complexa quando há subfornecedores, bibliotecas de código aberto e serviços de nuvem envolvidos. “Não basta saber quem são os fornecedores diretos. É necessário entender quais têm acesso a informações sensíveis, quais são críticos para a operação e, quando possível, quais dependências relevantes existem além do primeiro nível da cadeia”, detalha Villani.
O primeiro passo é mapear a cadeia e classificar fornecedores de acordo com criticidade e exposição, considerando acesso a dados, impacto operacional e importância para a continuidade dos negócios. Um pré-contrato de due diligence deve avaliar controles de segurança, certificações, práticas de desenvolvimento seguro, histórico de incidentes e auditorias. Contratos e SLAs também devem estabelecer requisitos como autenticação forte, criptografia, monitoramento, atualização de sistemas e comunicação obrigatória de incidentes.
Durante o contrato, o processo deve continuar com monitoramento periódico, auditorias, avaliações de vulnerabilidades e ferramentas de Threat Intelligence para identificar mudanças na exposição dos fornecedores.
Visibilidade, governança e resposta
As empresas dependentes de software devem monitorar bibliotecas, componentes de código aberto e demais dependências, utilizando, quando aplicável, ferramentas de Software Composition Analysis (SCA). É recomendável ainda adotar o princípio de menor privilégio, limitar o acesso de fornecedores e utilizar segmentação de rede e monitoramento de credenciais. A governança deve envolver TI, segurança, compras, jurídico, privacidade, compliance e áreas de negócio, com responsabilidades definidas, políticas documentadas e treinamento. “Governança é transformar cibersegurança em responsabilidade compartilhada. É preciso estabelecer quem avalia, quem aprova, quem monitora e quem responde quando um terceiro apresenta um incidente ou uma nova vulnerabilidade”, explica Vitor.
As companhias também precisam de planos específicos para incidentes envolvendo terceiros, com procedimentos de identificação, comunicação, contenção e recuperação, além de revisão periódica dos controles para acompanhar novas vulnerabilidades e mudanças tecnológicas e regulatórias. “Não existe cadeia de suprimentos sem risco. O objetivo é conhecer os pontos críticos, reduzir a exposição e ter capacidade de resposta. Quanto maior a dependência de parceiros e tecnologias externas, mais estratégica se torna a governança desse ecossistema”, conclui.
Sobre a Shield Security
Especializada em serviços, soluções e consultoria em segurança da informação, a Shield Security possui um amplo portfólio de serviços associado aos melhores fabricantes do mercado para proteger os negócios de ameaças cibernéticas, com foco em preservar o ativo mais valioso das organizações: a informação. Trabalhando com parceiros e tecnologias confiáveis, auxilia empresas a alcançarem o melhor nível de maturidade em proteção de dados. https://shieldsec.com.br/
