Saúde como alvo, ataques com IA e defesa coletiva: a cibersegurança em 2024

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Saúde e varejo como alvos, aumento de ataques com IA e defesa colaborativa: as tendências em cibersegurança para 2024

Análise da Lumu Technologies também aponta mudança na estratégia dos CISOs e destaca as principais ameaças de ransomware no Brasil

 

São Paulo, 14 de dezembro de 2023 – Apesar do aprimoramento de suas estratégias de segurança, reforçadas com a adoção de novas tecnologias e a contratação de profissionais experientes, as organizações ainda enfrentam um sério desafio em relação ao cibercrime: os atacantes continuam um passo à frente em inovação, explorando quaisquer vulnerabilidades encontradas em seus alvos. Essa é uma das conclusões da análise sobre o setor realizada pela Lumu Technologies, empresa de cibersegurança criadora do modelo Continuous Compromise Assessment™, que também indicou as principais tendências – e desafios – na área para 2024.

De acordo com a análise da Lumu, entre 2022 e 2023, os segmentos de manufatura, governo e serviços aparecem como os alvos mais recorrentes de ransomware no Brasil, sendo o phishing a porta de entrada mais utilizada pelos cibercriminosos. QakBot, Cobalt Strike e Emotet foram os precursores de ransomware mais detectados no país nesse período, e LockBit, Vice Society e Black Cat, os grupos mais ativos dessa modalidade, que deve seguir como um dos principais motivos de preocupação nos próximos meses.

Para 2024, os especialistas da Lumu destacam a tendência de crescimento dos ataques direcionados a segmentos que são mais atraentes para os cibercriminosos devido à perturbação e ao caos que podem causar com os seus ataques. É o caso dos setores de saúde e varejo, apontados na análise como um dos maiores desafios em termos de cibersegurança no próximo ano. “Durante a pandemia, para dar conta da necessidade de oferecer consultas virtuais e serviços por aplicativo, por exemplo, as empresas tiveram que aderir rapidamente à digitalização, o que motivou a incorporação de muitos terceiros à operação. Como nem todos os parceiros têm o mesmo nível de maturidade em cibersegurança, os atacantes tendem a mirar neles para atingir as grandes companhias desses setores”, afirma Germán Patiño, vice-presidente de vendas para a América Latina da Lumu Technologies.

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Além disso, Patiño enfatiza que os ataques a esses segmentos tendem a se massificar por trazerem mais retorno aos cibercriminosos – e grandes prejuízos para a sociedade. “Os dados de saúde são muito mais críticos do que os financeiros e podem ser vendidos por valores bem mais altos na dark web. Basta imaginar o valor de informações desse tipo sobre celebridades e autoridades. Do outro lado, um ataque de ransomware em um hospital pode provocar até o risco de morte de pacientes, ao interromper tratamentos ou o funcionamento de dispositivos de suporte à vida, hoje totalmente informatizados. Paralelamente, o setor de varejo tende a ser alvo de cibercriminosos que procurarão cada vez mais afetar o fornecimento de alimentos e produtos essenciais aos cidadãos. Além disso, os dados de pagamento tratados pelos varejistas, cada vez mais digitalizados, continuarão na mira dos atacantes.”

Outra tendência que deve afetar significativamente a cibersegurança em 2024 é o aumento na incidência de ataques envolvendo o uso de Inteligência Artificial. “Certamente haverá mais casos de máquinas atacando outras máquinas”, observa o executivo da Lumu. “Com a popularização da IA e dos recursos de autoaprendizagem, as máquinas ganharam um nível de autonomia jamais visto, dependendo cada vez menos do componente humano, o que dá aos atacantes chances muito maiores de sucesso em suas investidas.” 

Por isso, integrar soluções de cibersegurança e automatizar as tarefas de defesa também devem figurar entre as prioridades dos CISOs para o próximo ano. “Uma das tendências que veremos em 2024, em relação às estratégias de cibersegurança, é a mudança no foco das equipes de defesa para a realização de tarefas de caça às ameaças, em vez da revisão de alertas e operação manual”, afirma Patiño.

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Além de garantir maior visibilidade das ameaças, os líderes do setor também querem demonstrar com mais clareza os resultados de suas estratégias, estar mais alinhados com os objetivos das organizações e continuar a contribuir para demonstrar que a segurança cibernética é mais do que nunca um facilitador das operações diárias. “Por essa razão, os CISOs estão optando por soluções que ofereçam relatórios técnicos e executivos que permitam tomar decisões informadas, comunicar o status da operação de cibersegurança aos diretores e garantir que sua cadeia de suprimentos não representa um risco cibernético.”

A defesa colaborativa também deve ganhar força como tendência em cibersegurança para 2024, seguindo a estratégia de cooperação mútua adotada nos grupos de cibercrime – que evolui com o uso de IA e aprendizado de máquina na realização de ataques. Ainda pouco difundido, o conceito propõe uma mudança de mentalidade das organizações, ao definir a cibersegurança como um problema sistêmico. “É fundamental para o setor compartilhar informações sobre defesas, ataques, indicadores e comprometimentos, a fim de reconhecer padrões recorrentes que os adversários empregam e, assim, identificar e bloquear rapidamente quaisquer atividades maliciosas. Ter uma visão global do que está acontecendo proverá ao mercado como um todo, no Brasil e no mundo, recursos necessários para operar a cibersegurança de forma mais organizada e eficiente”, finaliza Patiño.

 

Sobre a Lumu Technologies

Com sede em Miami, Flórida, a Lumu é uma empresa de cibersegurança focada em ajudar organizações empresariais a identificar ameaças e isolar instâncias confirmadas de comprometimento. Ao implementar os princípios do Continuous Compromise Assessment™, a Lumu criou uma poderosa solução de feedback e autoaprendizagem que ajuda as equipes de segurança a acelerar a detecção de comprometimentos confirmados, obter visibilidade em tempo real em sua infraestrutura e fechar a lacuna na detecção de falhas de segurança de meses para minutos. Saiba mais sobre como a Lumu identifica os pontos de comprometimento da rede em www.lumu.io.

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