Com 34% da população endividada, Sul tem pessoas com mais contas em aberto

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Com 34% da população endividada, região Sul tem pessoas entre 41 e 50 anos com mais contas em aberto

Graças aos benefícios relacionados à acessibilidade do crédito, novo Cadastro Positivo pode diminuir volume de dívidas no país

10 de junho, 2019 – Sancionado em abril pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, o Cadastro Positivo, que entra em vigor no próximo mês de julho, vai inaugurar uma nova fase do crédito no país. Um dos principais benefícios da iniciativa, o crédito mais acessível e barato, deverá impactar diretamente a inadimplência,  que atinge todas as regiões do país. O atual modelo de crédito das empresas credoras desconhece o real nível de endividamento dos consumidores, o que dificulta e encarece a obtenção dos recursos.

Um estudo realizado pela ANBC (Associação Nacional dos Bureaus de Crédito) com base em dados do setor e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra de que forma a inadimplência se distribui hoje entre as gerações, nas diversas regiões brasileiras. Atualmente, cerca de 60 milhões de pessoas têm contas em aberto no país, o que equivale a 40% da população economicamente ativa.

A região Sul, com uma população de cerca de 27 milhões de habitantes, possui atualmente 9 milhões de inadimplentes, o que equivale a 34% da população local.  O tíquete médio da dívida da população local, no valor de R$ 5.439,00 é o segundo maior do país, superado apenas pela região Centro-Oeste. E vale destacar que em todas as faixas etárias a região sul apresenta o segundo maior tíquete médio, superado sempre pela região Centro-Oeste.

Na região, a faixa etária entre 41 e 50 anos é a mais endividada, somando 1,7 milhão de inadimplentes e dívida média de R$ 6.698,00.  Por outro lado, a faixa entre 51 e 60 anos, reunindo 1,3 milhão de inadimplentes, apresenta o tíquete médio mais alto da região no valor de R$ 6.860,00.

Os jovens entre 18 e 25 anos e entre 26 a 30 anos apresentam o menor número de inadimplentes e o menor tíquete médio na região, respectivamente com 1,2 milhão de pessoas e R$ 2.747,00 de tíquete médio para aqueles até 25 anos, e cerca de 1,1 milhão e dívida média de R$ 4.193,00 para o grupo de 26 a 30 anos.

O fato de os mais jovens apresentarem índices menores é natural, pois ganham menos e têm seus gastos menos comprometidos, assim como sua capacidade de obter crédito. Mas comparativamente às outras faixas etárias, na verdade, o que o estudo constata é que os jovens já apresentam um endividamento alto, que tende a se agravar com a idade na medida em que assumem outros compromissos mensais, como  a educação dos filhos.

“Ao considerar os dados nacionais e regionais, percebemos que a inadimplência tem fatores peculiares em cada momento da vida. Os jovens sofrem com o cenário de desemprego, e a dificuldade de acesso ao ensino só piora esse quadro. Os mais velhos têm outros motivos de onerosidade excessiva do orçamento, como uma família para sustentar, o que por si só já aumenta muito os gastos”, avalia Elias Sfeir, presidente da ANBC.

Ainda segundo o executivo, além da necessidade de criar oportunidades de trabalho para os mais jovens, a melhor forma de evitar a inadimplência é o planejamento financeiro. Para ele, o novo Cadastro Positivo deve ter uma forte contribuição para aumentar a transparência de informações e melhorar a avaliação de crédito, reduzindo a inadimplência e, consequentemente, levando à queda das taxas de juros para o bom pagador.

Com o novo Cadastro Positivo, o brasileiro será avaliado de maneira individual e mais completa, diminuindo a burocracia das consultas e tornando mais simples a obtenção de crédito. A ação permitirá à população negociar melhores taxas e condições, contribuindo para o planejamento financeiro, resultando na redução das dívidas. Em todo o território nacional, o CP tende a promover uma redução de até 45% no número de devedores.

Sobre a ANBC

A Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) é uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos que tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento sustentável do crédito no Brasil. A entidade congrega os birôs de proteção ao crédito que atuam no território brasileiro e mantém relacionamento com associações internacionais para promover as melhores práticas do setor. A ANBC é membro da Associação de Fornecedores de Informação de Crédito ao Consumidor (ACCIS), entidade internacional que reúne 39 birôs de crédito e da Associação Latino Americana de Birôs de Crédito (ALACRED).

 

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